Laterallus é um gênero de aves da família Rallidae. São aves terrestres, apresentando bico curto, vivem em vegetação densa próximo a ambientes aquáticos.
A sanã-do-capim mede 14 centímetros. Espécie pequena, de bico e penas verdes, olhos e nuca avermelhados.
Habita capinzais alagados, arrozais, banhados, brejos, pirizais e na vegetação ribeirinha em ilhas fluviais e lagos de toda a Amazônia Meridional. Vive usualmente em pares.
No Brasil, ocorre ao sul do Rio Amazonas, mas sua distribuição no Brasil Oriental apresenta-se disjunta ou mal conhecida.
A sanã-zebrada mede 18 centímetros. Distingue-se de outros membros da família pelos flancos castanho-avermelhados barrados de preto.
Vive em mata ribeirinha em ilhas fluviais no baixo Japurá.
Ocorre nos rios Solimões e Purus, na Amazônia Ocidental.
A açanã-preta mede 13 centímetros. Apresenta plumagem preta pintalgada de branco e parte da nuca e das costas ferrugíneas.
Habita capinzais alagados e banhados à beira-mar.
Espécie de ocorrência notável no Brasil. É encontrada na América Central, no Caribe e ao longo da costa do Pacífico na América do Sul.
A sanã-vermelha mede 17 centímetros. É muito semelhante à sanã-parda(Laterallus melanophaius), especialmente do indivíduo jovem dessa espécie, mas, do qual se distingue pelas infracaudais brancas e não ferrugíneas como as daquele.
Habita brejos e taboais da orla marítima e na serras adjacentes. É tímida e pouca conhecida embora provavelemente apresente hábitos similares ao de outras espécies do gênero Laterallus.
Ocorre no litoral do Sudeste e do Sul.
A sanã-parda mede 17 centímetros. É semelhante a sanã-vermelha(Laterallus leucopyrrhus), da qual se distingue pela área cinza ao redor dos olhos, pela nuca e pescoço anterior de cor marrom oliváceo e as infracaudais ferrugíneas. O jovem tem plumagem mais pálida que o adulto.
Vive em pântanos, banhados, brejos, taboais e pirizais, podendo adentrar pelos mangues. Solitário ou aos pares.
A sanã-castanha mede cerca de 18 cm de comprimento.
Habita o chão em campos com gramíneas, pastagens abandonadas com arbustos, capoeiras ralas e secas, geralmente longe da água. É difícil de observar pois anda sob denso capinzal, cipós, galhos baixos e raramente voa, ainda que assustada. Canta principalmente de manhã e à tarde.
Presente na maior parte do Brasil, estendendo-se desde a Amazônia, em direção sul, até o Mato Grosso, Rio de Janeiro e São Paulo. Encontrada também nas Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador e Peru.
Não há registro dessa espécie no site
A sanã-de-cara-ruiva mede 14 centímetros. Distingui-se de outras espécies do gênero por apresentar as asas pintalgadas de branco e por ter pernas e bicos escuros.
É encontrado em campos cerrados e campos sujos em áreas úmidas adjacentes. Percorre o capinzal denso, utilizando as trilhas frequentadas por roedores campestres. Seus hábitos e comportamentos são praticamente desconhecidos.
Restrita ao Brasil Central e ao Sudeste. Foi registrado em Brasília e em Itirapina no estado de São Paulo, assim como no Paraguai e Bolívia.
Provavelmente sua raridade reflita a falta de estudos em campo; mas, por outro lado, o avanço das monoculturas da soja e do milho no Brasil Central pode vir a ameaçar a espécie.